Pular para o conteúdo principal

Ricardo Giuliani

Textos

Crônicas

Textos de observação cotidiana, tempo, memória e cidade.

Mais recente

O Analista de Bagé

O consultório do analista de Bagé cheira a erva mate requentada e a bosta de cavalo que entra pela janela junto com o vento minuano. Na parede, atrás da cadeira dele, uma foto emoldurada de Luiz Fernando Veríssimo — vestido com a camisa do Colorado, boina do Saci Pererê na cabeça, sorriso de quem já entendeu a piada antes de todo mundo. O analista te recebe de bombacha, escuta o histórico da ORGASMO em silêncio ruminante, e só depois de um gole longo no chimarrão solta o diagnóstico: "Tu não tem crise de autoridade, tu tem crise de reflexo." Vamos por partes, que a genealogia da desgraça merece rigor. O…

Ler crônica

Quem só sabe direito, nem mesmo direito sabe

Atribuem a J.J.Gomes Canotilho a frase “quem só sabe direito, nem mesmo direito sabe”; preciso, certo, atordoante! O mestre português, o Pai da Constituição Dirigente, advogava por vida pulsante no mundo dos juristas; transformamo-nos numa classe de pessoas que falamos para nós…

Ler crônica

Estética e “gente de bem”

Apreensão pelos sentidos é Estética, do grego aisthesis. Percebemo-nos adoecidos, embrutecidos por lugares-comuns, cantos de sereia e verdades sonantes. Com certezas e crenças, culpas e inocências, julgamos o Outro com a naturalidade de quase deuses; aplainamos a terra, alimentamo-nos de insólitos e…

Ler crônica