Na parede do meu escritório há um cartaz que meu filho trouxe de Lisboa, garimpado na Feira da Ladra. É uma das lições salazaristas para as escolas primárias, de 1938, com o crucifixo, a bandeira e a mesa posta: Deus, Pátria, Família. Ele achou engraçado. Eu também achei, naquele tempo. É a mesma trinca que Plínio Salgado costurou nas camisas verdes do integralismo em 1932, e a mesma que hoje se lê em adesivo de para-choque nas avenidas de Porto Alegre, acrescida de uma quarta palavra, liberdade
Direito e Vida Pública