Vivemos tempos difíceis. Observo que as transformações econômicas, a concentração da riqueza, a radicalização política e o avanço de movimentos autoritários parecem ocorrer em velocidade superior à nossa capacidade de compreendê-los. Mais do que a instabilidade do presente, inquieta-me a crescente dificuldade de construir alguma previsibilidade sobre o futuro. Percebo que estamos perdendo a capacidade de reconhecer os movimentos da sociedade e, consequentemente, de compreender os caminhos que ela poderá percorrer.
Ensaios