O ensaio analisa a crise das democracias contemporâneas, especialmente a brasileira, sustentando que o avanço da extrema direita decorre tanto da erosão das instituições quanto da incapacidade do Estado de enfrentar as desigualdades sociais. Dialogando com autores como Gramsci, Hannah Arendt e Achille Mbembe, defende que a preservação da democracia depende da reconstrução ética da política, do fortalecimento das instituições e da capacidade de entregar condições materiais de dignidade à população, sob pena de o autoritarismo ocupar esse espaço.
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