É esse núcleo, e não a conotação pejorativa que o termo carrega no debate público corrente, que me autoriza falar em populismo regulatório sem incorrer em imprecisão conceitual. Quando o regulador, ou quem o substitui na decisão, invoca diretamente o usuário, o consumidor, o povo, para legitimar medida que dispensa a análise técnica e a ponderação plural de interesses inerentes ao processo regulatório, reproduz, em escala setorial, exatamente a operação que Weffort descreveu em escala de política nacional. Populismo regulatório não é, a meu ver, metáfora emprestada de outro campo do saber. É aplicação, ao domínio da regulação econômica, de categoria política já consolidada pela ciência política brasileira e latino-americana.
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